Os tipos "comuns" de consciência

Desde de os tempos antigos, o ser humano se encanta com o poder de sua mente. Temos tentado definir de todas as formas, para que possamos entender e utilizarmos esses "poderes ocultos" com a máxima eficiência. Por isso, dividimos nossa mente em algumas "partes", para facilitar este estudo. Neste artigo, veremos quais são tipos "comuns" (ou os principais) dessa divisão.






Consciente

De acordo com o dicionário, consciente é tudo que envolve raciocínio, conhecimento, percepção e decisão. É aquilo que tem conhecimento de sua própria existência e capacidade de pensar, desejar, perceber. Que é tratado ou executado com conhecimento crítico. Que se encontra na posse plena de suas faculdades mentais; acordado; desperto. E, por fim, que está em maior contato com a realidade exterior.

Segundo Freud, o consciente faz parte de uma pequena parcela da mente humana. E, como descrito no parágrafo anterior, é justamente a parte do que estamos cientes num determinado momento.


Em neurociências, os processos conscientes são aqueles que nós percebemos, como subproduto do processamento de informações captadas pelos diversos sensores do nosso organismo.


Em suma, se comparado ao computador, a parte consciente da mente seria como o processador, isto é, ele resgataria do HD (inconsciente) toda a memória necessária para realizar algum tipo de processamento sobre o que foi resgatado para, enfim, guarda-la novamente no HD.


Inconsciente

Para Freud, todos os eventos mentais estão conectados e quando um pensamento parece não estar relacionado aos pensamentos que o precedem, as conexões estariam no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, eles passam a fazer parte do consciente.


No inconsciente estão todas as memórias que foram armazenadas em algum momento da sua vida, mesmo que essas memórias não estejam acessíveis - por estarem esquecidas ou bloqueadas. Este material não é perdido, mas não é permitido ser lembrado. A memória ainda afeta a consciência, mas apenas indiretamente.


O inconsciente, por sua vez, não é apático e inerte, havendo uma vivacidade e imediatismo em seu material. Memórias muito antigas quando liberadas à consciência, podem mostrar que não perderam nada de sua força emocional. Isso porque a nossa mente não consegue distinguir o que é real (consciente) do que é imaginário (inconsciente). Isso acontece porque a mente é única, isto é, consciente e inconsciente fazem parte de um mesmo sistema. Essa divisão entre consciente e inconsciente é uma definição nossa - do ser humano - para tentar compreender melhor alguns aspectos do pensamento.


Assim sendo, para Freud a maior parte da mente é inconsciente. Ali estão os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos. Isso seria toda a memória processada pela mente consciente e armazenada em forma de “aprendizado" no inconsciente.


Em neurociências, processos inconscientes são aqueles que não temos a capacidade de perceber, como a formação de informação visual a partir da captação de ondas eletromagnéticas pelos olhos e convertidas em sinais eletroquímicos que serão interpretados pelo encéfalo e transformados em uma imagem para, enfim, serem percebidos por nós - a única parte consciente seria a percepção da imagem, todo o restante do processo seria inconsciente.


Pré-consciente

Estritamente falando, o pré-consciente é caracterizado como uma entidade que faz parte do inconsciente, a qual pode tornar-se consciente com facilidade. As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do pré-consciente.


Estas podem incluir lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências passadas.


O pré-consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções.


Subconsciente

O subconsciente, assim como o pré-consciente, também é caracterizado como entidade que faz parte do inconsciente. Pode-se dizer que o inconsciente é dividido entre pré-consciente e subconsciente.


Diferentemente do pré-consciente, o subconsciente guarda as informações que não estão acessíveis com tanta facilidade. Memórias e eventos passados, algumas vezes esquecidos, mas que se encontram guardados. Através da hipnose é possível acessar com facilidade esta parte, uma vez que barreiras críticas do consciente são, de certa forma, neutralizadas.


Como o inconsciente apenas armazena informações (uma vez que a parte do processamento fica a cargo do consciente), é possível se livrar de certas crenças que limitam o acesso a estas informações.


Considerações

Diferenças de definições vão existir, variando de autor para autor. Cada um interpreta o conceito da forma que achar mais conveniente.

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