Ilusão

Atualizado: 7 de Dez de 2019

O que eu experimento é real? E se for só uma ilusão?


Bom dia! Hoje, a curiosidade do dia está relacionada à ilusão.


A gente tem a tendência de acreditar que o que a gente vê, sente e ouve é real. Eu diria que seria algo mais... virtual. Isso porque nossa percepção depende de nossa memória, e não somente do que, de fato, está lá fora. O que vemos, ouvimos e sentimos é a combinação do que nossos sensores captam com as nossas experiências.


Nossa percepção do que é real depende do que já vivemos e do que existe gravado em nossa memória. O mundo que eu vejo não é o mesmo mundo que você vê. Por isso, existe uma coisa que se chama interpretação. Nosso cérebro faz isso o tempo todo. Todos os dados captados provenientes do mundo externo passam por um processamento nas regiões corticais às quais eles se destinam. Cada uma dessas regiões possuem sub-regiões que têm a função de comparar aquilo que estamos experimentando com o que já experimentamos, criando assim nossas memórias a partir daquelas que já possuíamos.


As novas memórias que são “iguais” às antigas serão reforçadas. As memórias diferentes serão confrontadas com nosso sistema de crenças. Acreditar que algo seja real não quer dizer que esse algo seja real. Podemos ignorar fatos com base nas nossas crenças, criando uma imagem virtual a partir de dados reais coletados pelos nossos sensores. Esses dados se tornarão informação, a partir do momento que forem devidamente analisados e processados pelas zonas corticais do seu cérebro.


Essa é uma ilusão que faz com que a gente pense que aquilo que percebemos é real, quando é apenas a nossa interpretação baseada na combinação do mundo exterior com o mundo interior, que nós mesmos criamos em nossa mente.


Texto por Gustavo Licursi

Faculdade da Mente

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