Dois "novos" tipos de consciência

No artigo passado, nós vimos os tipos "comuns" de consciência. Neste artigo, vamos ver dois "novos" tipos.


Para você que está acostumado apenas com os tipos de consciência que acabamos de ver (consciente, subconsciente e inconsciente), apresento-lhe a consciência noética e a consciência autonoética. Estas são distinções feitas por Tulving (2002).


Endel Tulving é um psicólogo experimental e neurocientista cognitivo, nascido em 1927, formado pelas universidades de Toronto e Harvard, cuja pesquisa sobre a memória humana influenciou cientistas, neurocientistas e clínicos. Tulving publicou mais de 200 artigos científicos sobre a memória e a consciência.


A consciência noética se refere à consciência do mundo. A consciência noética é a luminosidade na qual o pensamento acerca da realidade encontra a sua linguagem e, nesta expressão linguística, é ela própria de novo referida à realidade. Em outras palavras, consciência noética é o que experimentamos quando pensamos objetivamente sobre algo que conhecemos e existe no mundo.


Já a consciência autonoética trata da consciência que cada um tem de si mesmo. É esse tipo de consciência que nos permite entender que existimos e, tendo essa existência como premissa, podermos reviver e recriar experiências subjetivas vividas no passado. A consciência autonoética também nos permite resgatar informações guardadas e processa-las de forma a antever situações futuras baseadas em memórias passadas, permitindo uma viagem mental pelo tempo (Lepage et at., 2000).

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