• Gustavo Licursi

A interação social e a ocitocina


“A ocitocina aumenta a experiência de empatia”

- Paul Zak

Quando ela é liberada no cérebro, ela induz a liberação de dois outros neurotransmissores:

- dopamina: substância química que reforça a recompensa de querer fazer mais; e

- serotonina: substância que regula a excitação no cérebro, reduzindo a ansiedade.


Existe um circuito humano de empatia mediado pela ocitocina. É um circuito que não só aumenta nosso senso de empatia, mas também diminui a ansiedade e reforça a importância de comportamentos sociais necessários.


Provavelmente, este é um circuito que só existe para os seres humanos. Talvez isso que nos faça diferenciar, como sociedade, dos outros mamíferos.


Interações sociais positivas fazem o cérebro liberar ocitocina e isso aumenta a empatia e o desejo de ajudar os outros. Isto é, eu me importo mais com a outra pessoa, quanto mais ocitocina é liberada no meu cérebro. A ocitocina também é liberada no sangue e se liga ao coração e nervo vago, motivando interações sociais. Isso acaba virando um ciclo. Entretanto, a ocitocina é uma molécula muito frágil (possui ligações extremamente fracas) e sua vida média é de apenas 3 minutos à temperatura ambiente.


A ocitocina é produzida na amígdala, e está relacionada ao comportamento alimentar, agressividade, ansiedade e reações de luta (ataque) ou fuga (defesa). É o mecanismo de feedback para o organismo.


Em suma, interações sociais positivas fazem com que o cérebro libere ocitocina. Isso aumenta a empatia e o desejo de ajudar os outros. Ajudar outras pessoas causa liberação de ocitocina na outra pessoa. Isso cria um ciclo virtuoso de comportamentos morais, afetando a tomada de decisão.

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